4 de fevereiro de 2012

CRIANÇAS INVISÍVEIS

Sete países, sete diretores, sete realidades infanto-juvenis retratadas em histórias curtas, mas, todas com grande profundidade no que tange o mundo criança dos respectivos países.
“Crianças invisíveis” com suas realidades próprias, porém, o grande mérito do trabalho é mostrar de forma franca e objetiva estes inícios de vidas, nos emocionamos, choramos e às vezes sorrimos, pois lembramos de que já fomos crianças, de que um dia já confiamos com amor e inocência.
As crianças aqui retratadas pertencem a países distintos entre se, principalmente no que diz respeito à realidade socioeconômica, mostra também de forma nua e crua a relação destes personagens com os seus pais, isto quando tal relação existe.
Eis uma questão pertinente em todas as histórias: que as famílias como nós conhecemos, em sua maioria, já se esfacelaram, todos nós sabemos, porém quem são os pais de hoje? E as crianças, como estas se relacionam com o mundo atual, tão agressivo, que afoga crianças e adolescentes num mundo perverso e consumista, que desde cedo joga uma serie de escolhas em cima do futuro jovem do mundo...
E mais, como vivem os pequenos, que em uma realidade miserável, vive a ausência de bens materiais, sem brinquedos e vídeo game, ou seja, um mundo de exclusão infanto-juvenil, mundo este que já no começo é corroído, crianças que vivem a margem das drogas, armas, pais viciados, malandragem, consumismo, fazer amigos...
As crianças invisíveis da metrópole, da África do Sul (Meldy Charef) a Servia-Montenegro (Emir Kusturica), dos Estados Unidos Spike Lee) ao Brasil (Kátia Lund), da Inglaterra (Ridley Scott) a Itália (Stefano Veranuso) e deste a China (Jonh Woo), histórias distantes uma das outras, mas todas um retrato fiel às crianças do mundo atual, obra de grandes personagens e histórias, de seres tão jovens e tão sofridos, que ainda assim, buscam a alegria das mais diversas formas, um certo brilho que se apaga na maioria das vezes, esquecemos de que já fomos crianças, perdemos a nossa inocência.
Todos estes sentimentos e questionamentos estão no filme “Crianças invisíveis”, crianças jogadas em um mundo que se destrói diariamente, que prostitui e escraviza estas crianças invisíveis, estes personagens da vida real não fazem parte do plano do G8 e cia, apenas a macroeconomia importa, enfim, a pergunta: quando estas crianças tiverem os seus 20 anos, que mundo vão encontrar?

SÁBADO

Sábado é uma produção dos anos 90, um exemplar do novo cinema que se começou a fazer no Brasil a partir desta década. Ele trata em todo seu desenrolar de um tema simples e corriqueiro para todos nós, a vida urbana neste final de século. A trama se desenvolve em um prédio do centro de São Paulo, que em seu passado conviveu uma outra realidade, bem mais sofisticada, e hoje abriga pessoas de todos os níveis, que (sobre)vivem ali da forma que podem. No dia retratado no longa soma-se um outro elemento, uma equipe de publicidade que ocupa o saguão para a gravação de um comercial de desodorante masculino. O resultado desta combinação é um inevitável choque entre esses dois grupos, e situações diversas os fazem conviver por um dia, situações hilárias, diga-se de passagem, dando ao filme uma conotação leve e divertida. À primeira vista Sábado se apresenta como um filme despretensioso, uma produção cômica direcionada para o simples entretenimento. Esse filme é isso também, uma comédia que fala de forma irônica da nossa vida urbana. Mas ele não é apenas isso, se olharmos sobre um prisma, dentre os infinitos que todo filme trás em si, descobriremos nele um potencial maior, perceberemos que além de entreter esse filme pode nos faz pensar em nossa vida urbana contemporânea, nos problemas atuais de nossa sociedade, a partir dai ele pode se tornar um objeto de estudo também dentro da sala de aula, onde através de uma leitura determinada pode se levar o aluno a pensar no Brasil em que vive. Sábado então se torna um aliado do professor para que se possa fazer o aluno pensar nos problemas sociais, políticos e culturais em que vivemos.

15 de fevereiro de 2011

DAENS - UM GRITO DE JUSTIÇA

O cenário do filme é a cidade belga de Aalst no final do séc. XI, para a qual o Padre Daens é designado e onde se depara com todas as agruras da Revolução Industrial européia, como o trabalho infantil, sem quaisquer medidas de higiene e segurança e com uma jornada extenuante. A morte de uma criança, durante o seu horário de trabalho, e outras situações relacionadas às referidas condições de trabalho levam o padre a buscar soluções, inclusive ingressando na política. Destaque no filme para as nítidas referências à doutrina social da Igreja da Rerum Novarum de Leão XIII.

5 de maio de 2010

EDUKATORS (OS EDUCADORES)

Você acha que o Brasil é um país cheio de desigualdades sociais, onde há concentração de renda nas mãos de poucos? Você fica indignado com tantas injustiças? Mas o que você faz para mudar esse quadro?

Jan e Peter criam um método diferente de mostrar suas insatisfações, invadindo mansões e bagunçando tudo, porém sem roubar nada e deixando sempre duas mensagens: “Vocês têm grana demais” e “Seus dias de fartura estão contados”, causando assim um pavor constante nos moradores que sentem como se estivessem sempre sendo vigiados, mostrando que o que adianta tanta riqueza, se não têm paz para desfrutá-la.

O filme tenta chamar a atenção do espectador para a angústia dos jovens da atualidade, que vivem em um mundo onde a revolução já foi intentada de diversas formas e falhou em todas, um mundo onde o capitalismo prevaleceu e parece não haver mais espaço para qualquer idealismo, um mundo onde a juventude não encontra vazão para as suas angústias e, além do mais, parece estar cercada por ceticismo e conformismo.

7 de fevereiro de 2010

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (1954) - ANIMAÇÃO

Desenho animado produzido na Inglaterra que faz adaptação do clássico de George Orwell. A obra que narra a história do fazendeiro Jones, um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com seu proprietário, os animais se organizam e tomam posse das terras, passando a controlar o lugar e decretando uma série de novas regras. Os porcos, no entanto, querem uma sociedade ideal por meio da opressão, o que faz surgir uma nova revolta.

6 de fevereiro de 2010

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (1999) - FILME

Numa alegoria a corrupção do poder na União Soviética comanda por seu líder, Josef Stalin, o escritor George Orwell escreveu “A Revolução dos Bichos”.Considerada um best seller, a obra narra a história do fazendeiro Jones (Pete Postlephwaite). Um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com o proprietário, eles se organizam e o expulsam de seu lar. De posse da terra, os bichos passam a controlar o lugar, decretando uma série de novas regras. Mas na busca de uma sociedade ideal se vêem traídos pela opressiva atuação dos novos dirigentes. A novela de George Orwell de fato fazia uma dura crítica ao totalitarismo soviético; mas seu sentido transcende amplamente o contexto do regime stalinista. Mais do que nunca esta pequena obra-prima da ficção inglesa parece falar aos nossos dias, quando a concentração de poder e de riquezas, a manipulação da informação e as desigualdades sociais parecem atingir um ápice histórico.

15 de janeiro de 2010

PRECIOUS

A adolescente afro-americana, obesa, analfabeta Clareece "Precious" Jones (Gabourey Sidibe) vive no Harlem com sua familia desajustada; engravidada duas vezes pelo pai e em uma relação destrutiva com a sua mãe (Mo'Nique). Precious recebe o convite para entrar em uma escola alternativa, onde ela tem esperança de poder mudar a direção de sua vida. Claireece Precious Jones. Não bastasse a violência sofrida em casa (surras, exploração e humilhação por parte da mãe; estupros, dois bebês e o vírus HIV contraído do pai), a garota ainda tem de encarar o preconceito dos colegas com sua aparência e um bloqueio em assimilar as lições passadas na escola.

Baseado no romance "Push", do escritor norte-americano Sapphire, "Precious" foi um dos grandes vencedores do Festival de Sundance, em janeiro. O longa do produtor e diretor Lee Daniels consegue ser ao mesmo tempo tenso e divertido. Se é que agressões verbais e físicas, por mais "merecidas" que eventualmente sejam, possam figurar exatamente como diversão.

O filme conta também com Mariah Carey que faz o papel de uma assistente social Mrs. Weiss, Paula Patton como a professora de Precious, Ms. Rain, e Lenny Kravitz como John, um enfermeiro.O fato é que, da primeira à última cena do longa - em que Mariah Carey aparece apenas em poucas (e boas) sequências como uma assistente social, e Kravitz como enfermeiro , é impossível não torcer por e simpatizar com Claireece Precious Jones.LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

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11 de janeiro de 2010

A TABELA DO MATERIAL E PROCEDIMENTO PARA AQUISIÇÃO
DEVEM SER SOLICITADOS PELO E-MAIL
filosofianoensinomedio2009@hotmail.com

3 de outubro de 2009

JUÍZO - DOCUMENTÁRIO

Juízo acompanha a trajetória de jovens com menos de 18 anos de idade diante da lei. Meninas e meninos pobres entre o instante da prisão e o do julgamento por roubo, tráfico, homicídio. Como a identificação de jovens infratores é vedada por lei, no filme eles são representados por jovens não-infratores que vivem em condições sociais similares. Prêmio do júri da "FIPRESCI" de melhor filme no Festival Internacional de Documentários e de Filmes de Animação de Leipzig (Alemanha/ 2007).
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O ABORTO DOS OUTROS

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29 de setembro de 2009

MENINAS

As protagonistas são quatro adolescentes grávidas e de baixa renda. Moradora da Rocinha, Evelin, de 13 anos, engravidou de um namorado de 22, que acabou de sair do tráfico de drogas. Luana, 15 anos, garante que sua gravidez “foi planejada” — para aflição de sua mãe, uma faxineira que ainda tem de criar uma outra filha de cinco anos. O caso mais impressionante é o de Edilene, 14 anos, e Joice, 15, que engravidaram praticamente ao mesmo tempo do mesmo rapaz, Alex, um ajudante de marceneiro que agora se esforça para atender a duas famílias, além de tentar prover a própria sobrevivência.

“Meninas” vai muito além de uma simples investigação sobre a gravidez precoce, um problema crucial no Brasil, onde uma em cada cinco gestantes é adolescente. Fica muito claro nas entrevistas que, mesmo não tendo total consciência das implicações da maternidade, não faltam às garotas informações sobre sexo e concepção. Ou seja, havia a possibilidade de evitar a gravidez, mas isso não foi encarado com seriedade. Para algumas meninas, ser mãe representa afirmação e chegada à vida adulta. Em nenhum momento “Meninas” se propõe a fazer um julgamento de seus personagens, ou qualquer discurso moralista. Contando com depoimentos muito bons, tanto das garotas, quanto de suas mães, consegue-se identificar, porém, a falta de sonhos pessoais e profissionais dessas jovens de baixa renda. Por isso, o filme torna-se um retrato preocupante de uma juventude pobre e sem perspectivas, que eterniza de pai para filho um assustador ciclo de pobreza. Os problemas sociais, como a baixa escolarização e profissionalização, não raro funcionam como caldo para a criminalidade, como o sempre presente tráfico de drogas nos morros cariocas.

11 de setembro de 2009

A CULPA É DO FIDEL

Anna é uma menina parisiense, de nove anos, em 1971. Filha de pais que vieram de famílias burguesas, capitalistas, e se sensibilizam pela causa dos perseguidos políticos pela ditadura franquista na Espanha, Anna não entende a virada. Para piorar a confusão, eles também se engajam em favor da tentativa de revolução comunista no Chile, de Salvador Allende, a exemplo do que já havia acontecido em Cuba. O drama vivido por Anna é o de uma menina que sai de uma casa grande e confortável para habitar um apartamento muito menor, com área reservada para as reuniões dos "barbudos vermelhos”.

O choque entre capitalismo e comunismo acaba se refletindo nas relações familiares, em que Anna, apesar de ter nascido e viver em uma já revolucionada e evoluída França, tem que se habituar às práticas dos pais, por uma América do Sul que não passara nem até hoje passou pela navalha das guilhotinas. Anna vai aprendendo o que é solidariedade, amizade, tolerância, aceitação, adentra o mundo do comunismo. Nasceu na França, sob a social-democracia, onde o Estado não deixa que falte aos necessitados, e hoje paga para que pessoas estudem a vida inteira, porque não há vagas para todos no mercado de trabalho. Além da interessante ambivalência, é estranho rever a década de 70, hoje, com os recursos da internet, que há quase quatro décadas eram inexistentes. A distribuição de informações instantaneamente pode ser enganadora, mas pode-se ter, também, hackers de ambos os lados, por exemplo. Fora a tecnologia, depois de todo o massacre político-ideológico nos anos 60 e 70, e de tudo o que aconteceu, contando a globalização da economia, o discurso dos "barbudos vermelhos" fica pra lá de envelhecido, infantil até. Parte da culpa, talvez, seja mesmo de Fidel.

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ZONA DO CRIME

A primeira sensação de quem assiste a esse filme é a de incômodo, pois, para nós, habitantes das áreas metropolitanas do Terceiro Mundo, a temática tratada é muito familiar: a desigualdade gritante! No mesmo bairro de uma grande cidade mexicana, um condomínio de luxo encontra-se cercado por favelas de todos os lados. Mansões, carros importados, segurança ostensiva e eletrônica fazem de “La Zona” uma espécie de Miami deslocada e implantada no coração do México.

Poderia ser no Recife: a pobreza é a mesma, os tipos físicos são semelhantes, mas a absurda violência recifense certamente suplantaria qualquer outra por aí. O diretor Rodrigo Plá foi corajoso ao abordar um tema paradoxalmente explosivo e banal, na medida em que estamos todos acostumados à miséria que assola a população pobre da AL. Plá foi imaginativo porque filmou uma situação dramática que ressalta magistralmente a vergonha das diferenças. Assim, o filme começa com um adolescente dirigindo um utilitário BMW pelas ruas do condomínio e parando numa esquina onde um escolar fardado comanda o trânsito civilizadamente, facilitando a passagem de crianças pela via pública. Essa cena, ao final, revelar-se-á muito irônica, face à barbárie ali ocorrida. Na trama, numa noite de tempestade, um enorme outdoor cai e derruba os muros eletrificados do condomínio, abrindo uma passagem pela qual se esgueiram três garotos da favela. Em ato contínuo, eles invadem uma mansão para roubar objetos de valor. São surpreendidos pela proprietária, armada com uma pistola. Os ladrões reagem, matam a velha senhora e fogem.

Sendo o capitalismo uma ideologia individualista que valoriza a pessoa exclusivamente por seus compromissos com o desejo de acumulação material-intelectiva, não é de admirar que o critério fundamental da legitimação da acumulação privada seja também um critério de distinções de classes. A partir dessa visão uniformizadora, o capitalismo não pode admitir uma pluralidade de valores nem adotar a idéia da igualdade de oportunidades (bioculturais). A pluralidade ética seria admitir para si e para os outros um respeito universal pelas diferentes ordens de valores. Isso, o capitalismo finge adotar! Em meio à violência do estado de natureza instalado, o garoto rico vive uma experiência de descoberta do mundo real, do qual a existência burguesa sempre mantivera afastado. E nós, habitantes das metrópoles pobres da América Latina, assistindo ao filme, teremos a certeza de como é frágil e absurdo o muro que construímos contra a pobreza onipresente e a violência dela resultante.

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O BANHEIRO DO PAPA

É filme de intenções nobres, personagens perseverantes e uma conclusão em tom desiludido porém esperançoso, que cutuca a ferida das desiguldades sociais na América Latina. É um longa que implora para ser amado por todos os cidadãos de bem. É desses filmes onde a gente consegue enxergar a cultura de um país de forma incrivelmente nítida. Quando se é natural de uma cidade que fica duas horas distante daquele país, a proximidade contribui, inclusive, para que compreendamos, ainda que um pouco de longe, a vida das pessoas que o filme faz desfilar em imagens diante de nós.

Há miséria no Brasil? Lógico. Uma miséria vasta, irrevogável, nítida e extremamente saturada. E há esperança também? Por suposto! No Uruguay também, e principalmente, há miséria. Uma miséria triste, assustadora, que parece fazer com que o mundo ande bem mais devagar que os relógios normais. E a esperança também existe. As diferenças é que são abissais. A miséria do Brasil é uma miséria violenta e malemolente. Chega a ser uma miséria de conformismo enervante em alguns lugares, em algumas situações. A esperança é carnaval, a esperança é o esquecimento, a esperança é se conformar com o que não se tem e buscar viver uma vida menos triste. A miséria uruguaia é triste, culpada, deprimida. E a esperança é uma coisa inocente, é uma tristeza que sorri com o canto da boca, uma alegria que esconde os sacrifícios. A miséria brasileira tem cores quentes, vivas, sufocantes também. A do Uruguay é uma miséria azul, cinza, cor de concreto. Tem alegria no Uruguay, lógico, e tem uma tentativa de esquecer o sacrifício também. Mas é tão diferente…

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31 de agosto de 2009

ACCATTONE

Accattone é um proxeneta que vive numa periferia pobre de Roma nos anos 60 e que vive dos rendimentos ganhos pela sua prostituta Maddalena. Nunca trabalhou um só dia na sua vida e passa o tempo pelos cafés com os seus também ociosos amigos. Quando Maddalena é presa por perjúrio, perde a sua fonte de rendimento e, sem ninguém para o sustentar, começa o seu declínio, chegando a passar fome. Até que conhece a bela e inocente Stella. Tenta iniciá-la na prostituição, mas apaixona-se por ela e decide arranjar uma forma de a sustentar com trágicas consequências.
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UM POUCO MAIS UM POUCO MENOS

Cidade: reunião de humanos para satisfação de desejos. Efeitos colaterais: propagação de falhas.

Marcelo Masagão, que criou e organiza o Festival do Minuto, já tem uma cinematografia marcada pela forma como faz suas obras: colagem de imagens e mensagens através de música e legendas. Fez isso em seus dois filmes anteriores, “Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos” e “Nem Gravata Nem Honra”. Seu mais recente trabalho, o curta “Um Pouco Mais, um Pouco Menos” (co-dirigido por Gustavo Steinberg), é inteiramente rodado em preto e branco, sem personagens. O personagem, na verdade, é a cidade de São Paulo, seus números e suas neuroses. Com imagens aéreas da cidade, intercaladas com fotos de mãos, Masagão vai mostrando em legendas todo tipo de estatística existente nas grandes metrópoles, sob um ponto de vista irônico – como a informação de que “582.434 reuniões estão agendadas para hoje” – querendo dizer, portanto, que tudo aqui é um pouco mais ou um pouco menos.

NEM GRAVATA, NEM HONRA

As diferenças entre homens e mulheres na pequena cidade de Cunha, que possui apenas 22 mil habitantes e fica situada na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os entrevistados, pessoas comuns que vivem na cidade, mostram a noção do mundo e da diferença entre os sexos que possuem.

5 de agosto de 2009

ESTÔMAGO

ESTÔMAGO é a história da ascensão e queda de Raimundo Nonato, um cozinheiro com dotes muito especiais. Trata de dois temas universais: a comida e o poder. Mais especificamente, a comida como meio de adquirir poder. E pode ser definido como “uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária”.

Na vida há os que devoram e os que são devorados. Raimundo Nonato, nosso protagonista, descobre um caminho à parte: ele cozinha. E é nas cozinhas de um boteco, de um restaurante italiano e de uma prisão - o que ele fez para acabar ali? - que Nonato vive sua intrigante história. E também aprende as regras da sociedade dos que devoram ou são devorados. Regras que ele usa a seu favor, porque mesmo os cozinheiros têm direito a comer sua parte - e eles sabem, mais do que ninguém, qual é a parte melhor.

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A MARGEM DA IMAGEM

Documentário sobre as rotinas de sobrevivência, o estilo de vida e a cultura dos moradores de rua de São Paulo, abordando temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura, religiosidade e, como sugere o próprio título, o roubo da imagem dessas comunidades, promovendo assim uma discussão ética dos processos de estetização da miséria.

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26 de julho de 2009

DVD - THE TRUE STORY OF CHE GUEVARA

História brilhantemente que evoca o espírito e carisma do homem considerado por muitos o mais carismático, influente e perigosa figura na moderna história latino-americana. Quando criança cresce com a intenção de se tornar um médico, mas sim torna-se um ícone mundial revolucionário. Ernesto "Che" Guevara teve uma vida incrível e história que ressoa ainda hoje. Che Guevara expandiu a sua missão através da revolução na América Latina e além disso tinha exércitos e inteligência e tentaram destruí-lo. Mesmo na morte, Che era uma ameaça, e o segredo da disposição do revolucionário não fez nada para travar a sua póstuma idolatria.
SEM TRAILER DOCUMENTÁRIO: HISTORY CHANNEL

25 de julho de 2009

CRONICAMENTE INVIÁVEL

Revoltar-se com a realidade pode causar diversos males à sua saúde e nenhuma solidariedade. Tendo como pano de fundo trechos das histórias de vida de seis personagens, o filme mostra a árdua tarefa de sobreviver física e mentalmente em meio aos caos da sociedade brasileira; dificuldade que atinge a todos independentemente da posição social ou da postura assumida. As situações abordadas têm como fio condutor um restaurante num bairro rico de São Paulo, cujo dono é um homem de meia idade, refinado e acostumado com as boas maneiras, mas ao mesmo tempo irônico e pungente. Um escritor que realiza um passeio pelo país, buscando compreender os problemas de dominação e opressão social. Um garçom que se destaca por sua descendência européia, aspecto físico, boa instrução e insubordinação. Uma rica carioca preocupada em manter o mínimo de humanidade na relação com as pessoas de classe mais baixa. Seu marido acredita na racionalidade como forma de tirar proveito da bagunça típica do Brasil. E a gerente do restaurante, uma pessoa cativante, com um passado encoberto pelas várias histórias que costuma contar para os amigos e os refinados clientes do restaurante...
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QUANTO VALE OU É POR QUILO ?

Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.
“Mais vale pobres na mão do que pobres roubando” é o eslogan do filme. O trabalho de inclusão social praticado pela iniciativa privada é duramente criticado, pois o fim que tal iniciativa, aparentemente, visa sanar, a saber a igualdade social, é barrada pela própria lógica estrutural do sistema. O mercado opera com a pobreza e a exclusão. A grande questão é que a democracia é o sistema político vivido no Brasil porque é o sistema do consumo, aquele que favorece melhor o liberalismo econômico. A “inércia social” que está no filme retrata que a história brasileira não muda, ela está estática, barrada, bloqueada de transformação.
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8 de julho de 2009

DIE WELLE - A ONDA (2008)

Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.

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THE WAVE - A ONDA (1981)

Feito para a televisão, “A onda” [The wave], foi baseado em um incidente real ocorrido em uma escola secundária norte-americana em 1967, em Palo Alto, Califórnia. Antes de virar filme, foi romanceado em livro.
O filme tem início com o professor de história Burt Ross explicando aos seus alunos a atmosfera da Alemanha, em 1930, a ascensão e o genocídio praticado pelos nazistaS.Os questionamentos dos alunos levam o professor a realizar uma arriscada experiência pedagógica que consiste em reproduzir na sala de aula alguns clichês do nazismo: usariam o slogan “Poder, Disciplina e Superioridade”, um símbolo gráfico para representar “A onda”. O professor Ross se declara o líder do movimento da “onda”, exorta a disciplina e faz valero poder superior do grupo sobre os indivíduos. Os estudantes o obedecem cegamente. A tímida recusa de um aluno o obriga a conviver com ameaças e exclusão do grupo. A escola inteira é envolvida no fanatismo da “A onda”, até que um casal de alunos mais consciente alerta ao professor ter perdido o controle da experiência pedagógica que passou ao domínio da realidade cotidiana da comunidade escolar. O desfecho do filme é dado pelo professor ao desmascarar a ideologia totalitária que sustenta o movimento d’A onda , denuncia aos estudantes o sumiço dos sujeitos críticos diante de poder carismático de um líder e do fanatismo por uma causa.

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17 de abril de 2009

COLEÇÃO DE 4 DVDS - SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO

A presença da disciplina de sociologia no ensino médio no Brasil se caracteriza pela intermitência. Ora por motivos politicos, ora pela tentativa de integrá-la nos conteúdos de outras disciplinas. O que fica claro atualmente é que ela desempenha um papel educativo singular. E agora, com a obrigatoriedade da sua presença, apresenta-se um enorme desafio aos educadores em torno dos fundamentos, da forma e conteúdos a serem trabalhados. Essas e outras questões são agora tratadas nessa coleção.
DVD 1 - CONTEXTO E PRINCÍPIOS GERAIS
- Para que serve a Sociologia? - Ciência e senso comum - Uma breve história - Orientações Curriculares Nacionais (OCN´s) - Estranhamento - Desnaturalização - A leitura - A escrita.
DVD 2 - TEORIAS E CONCEITOS: FERRAMENTAS DO PENSAR SOCIOLÓGICO - Teorias, conceitos e temas - Origens sociais do conhecimento - Teorias e conceitos têm uma história - Pesquisa e o trabalho do pensamento - Trabalhando o tema “comunidade e sociedade” - Trabalhando o tema “ideologia” .
DVD 3 - TEMAS SOCIOLÓGICOS
- Transformando temas em temas sociológicos - A formação do professor .
DVD 4 - QUESTÕES PRÁTICAS
- Como fazer um programa de sociologia para o ensino médio - Formatos e dinâmicas de aula - Utilizando diferentes ferramentas - A leitura - Trabalhando com imagens - Aprender e ensinar a ver - A pesquisa como forma de ensino - A avaliação
AMAURY CESAR MORAES - Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, mestrado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo. Atuação com ênfase em Sociologia do Conhecimento, principalmente nos temas: ensino de sociologia, cinema e educação. Participou da elaboração das Orientações Curriculares Nacionais para o ensino médio na disciplina de sociologia.
NELSON TOMAZI - Licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná, Mestre em História pela Universidade Estadual de São Paulo, Doutor em História Social pela Universidade Federal do Paraná, Professor de Sociologia da Universidade Estadual de Londrina e da Universidade Federal do Paraná, na graduação e pós-graduação. Participou da elaboração das Orientações Curriculares Nacionais para o ensino médio na disciplina de sociologia. Autor de diversos livros entre os quais “Sociologia para o ensino médio”, 2007, editora Atual.

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